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DEDO EM MARTELO

O QUE É?

Dedo em martelo é uma deformidade que ocorre na ponta do dedo, mais especificamente na articulação interfalangeana distal, na qual a ponta do dedo está caída (fletida). É uma deformidade que pode fazer parte de alguma síndrome congênita ou, o que é mais comum, pode ser secundária a um trauma.

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ANATOMIA

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O tendão extensor terminal (que tem a função de esticar a ponta do dedo) se insere (se prende) no dorso falange distal, enquanto o tendão flexor (dobra a ponta do dedo) se insere na parte volar desse mesmo osso.

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Em condições normais, em que não há lesão dos tendões, o paciente é capaz tanto de esticar, quanto de dobrar o dedo.

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Após um trauma que causa a lesão do tendão extensor, o paciente perde a capacidade de esticar o dedo, e dessa forma a ponta do dedo fica caída. A lesão do extensor pode ser no próprio tendão (dedo em martelo tendinoso), ou pode ser um arrancamento desse tendão do osso (dedo em martelo ósseo).

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CAUSAS

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Na maioria dos casos, ocorre após um trauma direto (pancada) na ponta do dedo, sendo assim uma lesão fechada, sem corte na pele. É comum ocorrer durante a prática de esportes. Em alguns casos há um corte na porção dorsal do dedo, incluindo pele e tendão, configurando então uma lesão aberta. Em ambos os casos, há lesão do tendão extensor.
 

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DIAGNÓSTICO

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O diagnóstico é feito através da história do paciente e do exame físico, no qual o médico especialista faz testes específicos para identificar a lesão.

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A radiografia é o exame complementar mais utilizado, pois nos possibilita identificar se há fratura associada, o que configura um dedo em martelo ósseo.
 

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TRATAMENTO

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O tratamento vai depender das características da lesão e do paciente, portanto é individualizado para cada caso. O objetivo do tratamento é retorno da função da articulação, porém é possível que após finalizado haja ainda algum grau de deformidade.

 

Dedo em martelo ósseo

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O tratamento conservador (sem cirurgia) fica reservado para os casos em que o fragmento de osso é muito pequeno, ou quando não há desvio (deslocamento) desse fragmento. Nesses casos, o paciente deve ter sua articulação imobilizada pelo período de 6 a 8 semanas, mantendo a ponta do dedo esticado.

 

É importante que o paciente compreenda que a tala não pode ser tirada em casa, devendo ser trocada apenas pelo médico, pois caso contrário, pode ser que o tratamento tenha que ser reiniciado.

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Se o fragmento ósseo identificado na radiografia for grande, ou se estiver desviado, pode ser indicado o tratamento cirúrgico. O procedimento consiste em fixar a fratura com fios, que devem ser mantidos pelo período de 6 a 8 semanas. O paciente deve permanecer com a tala, devendo o curativo ser trocado no consultório.


Dedo em martelo tendinoso

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Na maioria dos casos, é indicado o tratamento conservador, igual ao dedo em martelo ósseo. O paciente permanece com tala durante 6 a 8 semanas. Caso seja indicada a cirurgia, é realizada a sutura do tendão.
 

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O QUE ACONTECE SE NÃO FOR TRATADO?

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Caso a lesão não seja tratada, além da deformidade e da incapacidade do paciente esticar a ponta do dedo, em alguns casos pode haver evolução para outra deformidade, chamada pescoço de cisne. Além disso, dependendo de cada caso, com o passar dos anos pode haver artrose (desgaste da cartilagem).

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Ficou com alguma dúvida? Me envie sua pergunta!

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