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TENOSSINOVITE DE DE QUERVAIN

O QUE É?

A tenossinovite de De Quervain é a inflamação dos tendões na base do polegar. Mas o que são tendões? 

ANATOMIA

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Os tendões são estruturas similares a cordas, que conectam os músculos com os ossos, e assim permitem o movimento.

 

No punho, os tendões são organizados em compartimentos, que nada mais são do que túneis, através dos quais eles passam.

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Na tenossinovite de De Quervain, o compartimento afetado é o primeiro, que contém dois tendões: o abdutor longo do polegar e o extensor curto do polegar. Com o processo inflamatório, há aumento do volume dentro do compartimento, e o deslizamento dos tendões fica prejudicado, causando dor.

 

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CAUSAS

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Não existe uma causa específica para essa doença, além de não ter relação com movimentos repetitivos (diferente do que ocorre em outras tendinites). 

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O que se sabe é que existem alguns fatores que quando presentes, o paciente tem maior chance de desenvolver essa alteração. São eles: gênero feminino, idade acima de 40 anos, período ao redor da menopausa. As alterações hormonais do período da menopausa, assim como ocorre na gestação e puerpério, provocam retenção de líquido, e causam o atrito dos tendões.

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Existem ainda algumas doenças sistêmicas que têm relação com a tenossinovite de De Quervain, como gota, artrite reumatóide e diabetes. Mas isso não quer dizer que todo paciente com o diagnóstico dessas doenças terá obrigatoriamente a tenossinovite no punho. Quer dizer apenas que existe uma chance maior de que isso ocorra.

 

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SINTOMAS

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O paciente apresenta dor na base do polegar, que piora com certos movimentos do punho e à palpação, pelo médico, da borda lateral do punho.

 

Também é comum edema (inchaço), geralmente pior no período da manhã, porque é nesse momento em que as nossas mãos ficam mais inchadas.

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Com o avanço da doença, pode haver fraqueza e dificuldade para realizar atividades que exijam o movimento de pinça do polegar. 

 

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DIAGNÓSTICO

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O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, é baseado na história e nas queixas do paciente, além do exame físico realizado pelo médico,  que visa determinar a localização da dor e realização de testes que provoquem a dor. Isso significa que, na maioria das vezes, não é preciso de nenhum exame complementar para o diagnóstico.

 

Nos casos em que há dúvidas, em que o caso não é tão característico, pode ser feita a ultrassonografia para auxiliar no diagnóstico.

 

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TRATAMENTO

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O tratamento inicial consiste no uso de analgésicos, antiinflamatórios e órtese, terapia ocupacional, infiltração com corticóide.

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A infiltração, quando indicada, é feita no punho, pelo médico. Tem efeito antiinflamatório, diminuindo o processo inflamatório local e permitindo o deslizamento dos tendões. Após essa aplicação, deve-se acompanhar o paciente, pois em alguns casos o alívio da dor é momentâneo e os sintomas podem retornar. Nesse caso, não é indicado repetir a infiltração, pois isso pode enfraquecer os tendões.

 

Em caso de falha desse tratamento conservador, pode ser indicada a cirurgia.

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Em gestantes, usualmente o quadro se resolve ao término da gestação, devendo ser feito o tratamento sintomático.

 

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COMO É A CIRURGIA?

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O objetivo do tratamento cirúrgico é liberar os tendões do primeiro compartimento, que se encontram aprisionados.

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É feita anestesia no punho associada a sedação (para o paciente dormir). A incisão mede cerca de 2 cm e é feita na borda lateral do punho. A partir desse corte, identificamos e abrimos o primeiro compartimento, liberando os tendões que antes estavam aprisionados, permitindo seu deslizamento.

 

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PÓS-OPERATÓRIO

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O paciente sai da cirurgia com um curativo, que deve ser mantido fechado até o retorno para a primeira avaliação no consultório. Nesse período, o paciente pode e deve movimentar os dedos, para evitar rigidez e diminuir o edema, mas sem fazer força com a mão operada. 

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O primeiro curativo é realizado na primeira consulta de reavaliação, após 7 dias. Entre 10-14 dias de pós-operatório os pontos são retirados.

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Na maioria dos casos, não é necessária fisioterapia após a cirurgia, o paciente é orientado sobre os exercícios que ele mesmo deve fazer em casa.

 

Ficou com alguma dúvida? Me envie sua pergunta!

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